A concordância verbal em casos especiais é um dos tópicos que mais gera dúvidas entre estudantes e profissionais da língua, pois envolve regras que não são tão evidentes como as concordâncias padrões.
Neste texto, você vai entender de forma clara e prática quais são esses casos especiais de concordância verbal, como analisar o sujeito com verbo em orações complexas e por que a interpretação contextual é essencial para evitar erros gramaticais.
Quando o Sujeito é Indeterminado ou Vago
Um dos casos especiais de concordância verbal ocorre quando o sujeito da oração não é explicitado ou é deliberately genérico, como em impessoais, expressoes como "há", "existe" ou "tem". Nesses contextos, o verbo geralmente segue uma forma singular, mesmo que a ideia remeta a uma noção coletiva ou a uma pluralidade de elementos.
Outro exemplo é o uso de sujeitos indeterminados, como "alguém", "ninguém", "cada um", "todo o mundo" ou "cada vez mais pessoas". Apesar do sentido de grupo ou de quantidade variável, a regra gramatical muitas vezes exige singular, pois o foco está no indivíduo ou na unidade da ação. Portanto, analisar a estrutura completa da frase ajuda a identificar se o verbo deve concordar em número de forma singular ou plural.
Concordância com Sujeitos Ligados por Conjunções
Outra situação recorrente nos casos especiais de concordância verbal aparece quando sujeitos são conectados por conjunções como "e", "ou", "nem... nem". Quando o sujeito é composto por duas ou mais palavras ou expressões ligadas por "e", o verbo normalmente deve concordar em plural, refletindo a soma dos elementos.
No entanto, a coisa muda quando as partes são unidas por "ou" ou "nem... nem", especialmente se elas representam alternativas ou exclusões. Nesse cenário, o verbo geralmente se adapta ao núcleo mais próximo, seguindo a regra da concordância com o sujeito mais próximo, que é um dos casos especiais de concordância verbal que exige atenção redobrada à ordem das palavras na frase.
Dica Prática para Não Errar
Uma estratégia útil é substituir as palavras por um pronome pessoal ou por um termo genérico e verificar se o sentido permanece coerente. Por exemplo, em "Nem Joana nem os alunos estão presentes", o verbo no plural ("estão") fica mais natural porque o sujeito próximo, "alunos", é plural. Já em "Nem os alunos nem Joana está presente", a forma singular do verbo ("está") se justifica pelo sujeito mais próximo, que é "Joana".
Expressões de Quantidade e Concordância
Além disso, frases que incluem expressões de quantidade, como "a maioria dos", "parte dos", "conjunto dos" ou "grupo de", costumam gerar dúvidas sobre a concordância verbal. A regra geral é que, se a unidade for interpretada como um todo, o verbo pode ser singular; se for vista como elementos individuais dentro daquele grupo, o verbo pode ser plural.
Essa flexibilidade faz parte dos casos especiais de concordância verbal que aparecem em textos mais formais e jornalísticos. Por exemplo, "A maioria dos alunos está presente" transmite a ideia de que, em sua maioria, eles compareceram, enquanto "A maioria dos alunos estão presentes" pode ser usada para destacar que, dentro desse grupo, muitos indivíduos estão lá, embora talvez não todos. A escolha depende do foco da comunicação.
Substantivos e Adjetivos como Sujeito
Em algumas situações, o que parece ser um substantivo ou um adjetivo no início da frase pode ser usado como sujeito, gerando confusão sobre a forma verbal adequada. Isso acontece, por exemplo, em expressões como "O mais é", "O menos é" ou frases similares, onde o núcleo do sujeito está implicito e remete a uma ideia abstrata ou a uma afirmação generalizada.
Essencialmente, nesses casos especiais de concordância verbal, o verbo quase sempre segue a forma singular, pois a ideia central é única, mesmo que a formulação pareça remeter a múltiplos exemplos. Reconhecer quando o sujeito é subentendido ajuda a aplicar a regra correta e a evitar concordâncias duvidosas que possam minar a clareza da mensagem.
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Contexto, Estilo e Concordância Verbal
Além das regras gramaticais, a concordância verbal em casos especiais também é influenciada pelo contexto, pelo registro da língua e até pelo estilo de comunicação. Em textos jornalísticos, publicitários ou literários, autores podem deliberadamente usar formas verbais de modo a criar ritmo, ênfase ou uma impressão específica sobre o sujeito.
Por exemplo, frases como "Metade do time estão treinando hoje" podem ser vistas como uma flexibilidade criativa, enquanto a forma padrão seria "Metade do time está treinando hoje". Entender quando essas variantes são aceitáveis ajuda a dominar a língua com maior fluência e a evitar mal-entendidos em situações mais formais.
Dominar a concordância verbal em casos especiais exige prática, atenção aos detalhes e leitura constante para perceber como a língua se adapta em diferentes contextos.
Portanto, estudar esses cenários não é apenas uma questão de gramática, mas de clareza, coerência e comunicação eficaz, seja na redação de um texto acadêmico, profissional ou pessoal.