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Na gramática detalhada da língua portuguesa, entender as concordâncias nominal e verbal é essencial para construir frases corretas e fluidas.
O que é a Concordância Nominal e a sua Importância
A concordância nominal é um dos pilares que garantem a coesão e a clareza da nossa comunicação escrita e falada. Ela estabelece a regra de que os elementos que se modificam ou que compõem um núcleo devem estar em harmonia quanto ao gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural). Sem essa regência, frases como "os alunos está" ou "a família estão" seriam comuns, o que causaria confusão. Portanto, a aplicação correta da concordância nominal é vital para evitar equívocos e manter a seriedade e a profissionalismo em qualquer tipo de texto, seja ele acadêmico, jornalístico ou pessoal.
Vamos a um exemplo prático para fixar o conceito: quando temos um núcleo no singular, como "o aluno", o adjetivo ou verbo que o acompanhará devem também estar no singular, resultando em "o aluno estuda" ou "o aluno é dedicado". Já no plural, a lógica se inverte; "os alunos estudam" e "os alunos são dedicados". Essa lógica se estende aos pronomes, artigos e numerais, criando um encadeamento lógico que permite ao leitor ou ouvinte processar a informação sem travar.
Regras Fundamentais da Concordância Nominal
Para dominar a concordância nominal, é preciso atentar para regras específicas que governam a ligação entre substantivos, adjetivos, artigos e pronomes. A primeira regra diz respeito ao gênero: se o substantivo for masculino, o adjetivo e o artigo devem também ser masculinos; se for feminino, todos os elementos devem concordar nesse sentido. Exemplos: "o menino brinca" (masculino) versus "a menina brinca" (feminino).
- Quanto ao número, a regra é igualmente rígida: singular com singular e plural com plural.
- Outro ponto crucial é o do "artigo determinado em sentido coletivo", onde o singular pode indicar plural, como em "o povo está feliz", mas isso exige contexto específico.
Essas regras não são apenas formalidades, mas sim mecanismos que evitam ambiguidades. Imagine a frase "As caixa estão sobre a mesa"; aqui, o erro é claro, pois o substantivo está no plural enquanto o adjetivo está no singular. A versão correta seria "As caixas estão sobre a mesa". Portanto, a prática constante e a análise das estruturas são fundamentais para internalizar esses conceitos e aplicá-os com naturalidade.
Concordância Verbal: A base da frase
Enquanto a concordância nominal cuida da harmonia entre substantivos e seus adjetivos, a concordância verbal regula a ligação entre o verbo e o sujeito da oração. Esta é a base da estrutura frasal, pois define quando e como a ação ocorre. O verbo deve sempre concordar com o sujeito em pessoa (primeira, segunda ou terceira) e número (singular ou plural), independentemente de outros elementos intervenientes.
Um erro frequente ocorre justamente por conta dessa distração. Por exemplo, em "O conjunto de livros estão na prateleira", o sujeito é "conjunto" (singular), então o verbo correto deveria ser "está". Já em "Os conjuntos de livros estão na prateleira", o sujeito passa a ser "conjuntos" (plural), exigindo o verbo no plural. Esses casos demonstram que o verbo é o " coração" da oração e sua concordância é o que dá vida e sentido à ação descrita.
Exceções e Casos Especiais na Concordância
A língua portuguesa, rica e complexa, apresenta exceções que desafiam as regras básicas. Um dos casos mais curiosos é a concordância com "você", que historicamente era tratado como plural ("vocês são"), mas que, no Brasil, ganhou força como forma de tratamento única, exigindo verbo no singular ("você está"). Além disso, em orações coordenadas por "ou" ou "nem...nem", o verbo deve concordar com o sujeito mais próximo, o que pode gerar dúvidas.
- Outro exemplo peculiar é o uso de coletivos como "gente" e "pessoas", que, apesar de se referirem a grupos, geralmente exigem verbo no singular.
- Frases como "Aqui tem e ali tem" também são aceitas, embora o padrão mais correto seja "Aqui tem e ali tem itens", mantendo a concordância com o sujeito subentendido.
Entender essas exceções não é apenas uma questão de acerto técnico, mas de fluidez e estilo. Ao dominar esses cenários, o escritor consegue expressar suas ideias com maior precisão, sabendo quando aplicar a regra rígida e quando navegar nas exceções que tornam a língua viva e adaptável às diferentes regiões e contextos.
Dicas Práticas para Melhorar a Concordância
Melhorar a habilidade com as concordâncias nominal e verbal exige prática consciente e atenção aos detalhes. Uma dica eficaz é sempre identificar o sujeito da oração antes de conjugar o verbo ou escolher o adjetivo. Pergunte-se: "quem ou o quê está realizando a ação?" e "qual é a característica que estou atribuindo?". Responder a essas perguntas ajuda a definir rapidamente se o sujeito é singular ou plural, masculino ou feminino.
Outra estratégia valiosa é a leitura seletiva. Ao revisar um texto, procure especificamente as orações com verbos e adjetivos e verifique se eles estão batendo com seus respectivos sujeitos. Ferramentas de corretor ortográfico podem ajudar, mas o conhecimento adquirido através do estudo é insubstituível. Pratique criando pequenas orações em sua cabeça ou anotando-as em um caderno, focando exclusivamente nesses equilíbrios gramaticais.
A Concordância na Redação e no Cotidiano
A aplicação correta das concordâncias nominal e verbal vai muito além de exames e trabalhos acadêmicos. Ela está presente em todos os cantos da vida cotidiana, desde um e-mail profissional até uma postagem em redes sociais. Um texto bem-escrito transmite confiança, competência e respeito pelo leitor, enquanto erros gramaticais podem minar a credibilidade do autor, independentemente da qualidade do conteúdo.
Para desenvolver esse domínio, é crucial internalizar que a gramática não é uma imposição, mas um sistema que facilita a comunicação. Ao estudar as regras de concordância, o indivíduo ganha ferramentas para estruturar pensamentos de forma organizada. Com o tempo, o esforço torna-se hábito, permitindo que a criatividade e a clareza andem juntas na construção de frases impecáveis.
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Conclusão
Dominar as concordâncias nominal e verbal é um marco na construção de uma linguagem precisa e eficaz. Ao compreender as regras que governam a concordância entre substantivos, adjetivos e verbos, o falante ou escritor torna-se mais consciente de si, capaz de evitar erros e transmitir suas ideias com clareza e autoridade. Portanto, invista tempo neste aprendizado contínuo, pois a gramática correta é a base para uma comunicação que faz sentido e constroi relações.