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Na conversa do dia a dia, é muito comum ouvir alguém soltar um "desse modo" ou "deste modo" para dar exemplos ou ilustrar uma situação, mas a forma como esses locuções são aplicadas pode mudar levemente dependendo do contexto e da região.
Entendendo a base: a preposição "de" e o demonstrativo
A diferença entre "desse modo" e "deste modo" mora na preposição que aparece antes da palavra "modo", que por sua vez liga o artigo e o demonstrativo ao núcleo central da locução.
Quando falamos "desse modo", estamos usando a contração de "de" + "esse", indicando algo que está mais próximo do falante, mas não aqui, e sim em algum lugar próximo ao interlocutor ou em um contexto que foi mencionado anteriormente.
Ja "deste modo", por sua vez, é a contração de "de" + "este", sendo usada para referir-se a algo que está muito próximo do próprio falante, tanto fisicamente quanto em termos de contexto imediato.
Quando usar "desse modo": a intermediária
A locução "desse modo" surge como uma excelente escolha quando queremos apontar um exemplo, uma maneira ou uma situação que estejam sendo discutidos, mas que não estejam fisicamente aqui comigo, nem tão distantes a ponto de exigirem o "daquele modo".
Imagine um cenário de trabalho onde alguém já mencionou uma estratégia ou um procedimento e você quer reforçar ou exemplificar aquela ideia específica, mas não a está vivendo no momento, então "desse modo" cai como uma luva, pois mantém a conexão com o tema em discussão sem assumir a propriedade total do exemplo.
Outro uso muito comum aparece em textos descritivos ou narrativos, onde o autor quer criar uma ponte entre o leitor e uma experiência que pode ser vivida por personagens, como em frases do tipo "Ele agiu desse modo, surpreendendo a todos", onde o modo em questão já foi apresentado antes e agora serve apenas para reforço.
Quando usar "deste modo": a proximidade
"Deste modo" é a escolha certa quando a intenção é apontar algo que está literalmente aqui, agora, ou que faz parte direta do contexto imediato da fala ou do texto.
Suponha que você está explicando um procedimento passo a passo para alguém e, ao chegar em um momento crucial, demonstra fisicamente ou verbalmente como deve ser feito, dizendo "Faça assim, deste modo", você está usando o demonstrativo mais próximo, reforçando que o exemplo é imediato e aplicável no segundo.
Em redações pessoais, como um diário ou uma carta, essa locução ganha ainda mais força, pois permite ao escritor ilustrar um pensamento ou ação que define o tom da narrativa, como "Deste modo, resolvi encarar o desafio pela frente", criando uma conexão emocional mais direta com o leitor.
Diferenças sutis: região e estilo
É importante notar que, embora a regra geral seja a que acabamos de explorar, o uso de "desse modo" e "deste modo" pode variar um pouco dependendo da região do mundo lusófono.
Em Portugal, por exemplo, pode haver uma tendência maior de usar "deste modo" de forma mais recorrente, mesmo em contextos onde outros países poderiam optar por "desse modo", enquanto no Brasil a distinção entre o "aqui" imediato e o "ali" próximo tende a ser mais perceptível na fala cotidiana.
Portanto, ao escrever, considere não apenas a regra gramatical, mas também o público-alvo, ajustando-se ao padrão mais natural e compreensível para ele, seja ele mais formal ou mais descontraído.
Aplicações práticas e erros comuns
Um erro frequente é usar uma das locuções de forma intercambiável, o que pode gerar confusão sobre a localização física ou contextual do exemplo mencionado.
Para evitar confusões, faça um pequeno teste: se você pode substituir "desse modo" por "dessa forma" ou "assim" sem perder a referência, e a lógica da frase continua clara, está provavelmente no caminho certo.
Da mesma forma, "deste modo" pode ser trocado por "desta forma" ou "assim" quando a intenção é reforçar a ideia de algo presente ou sendo vivido pelo falante, garantindo que a mensagem não fada ambígua para o leitor.
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Conclusão
Portanto, "desse modo" e "deste modo" não são apenas variações gramaticais aleatórias, mas escolhas conscientes que ajudam a delimitar a proximidade, seja ela física, emocional ou contextual, de um exemplo ou de uma maneira de agir.
Entender quando usar cada uma é um passo a mais para aprimorar a clareza, a precisão e a fluência na comunicação, quer estejamos escrevendo um texto pessoal, profissional ou apenas conversando com amigos, tornando a linguagem mais viva e precisa.