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Na hora de escolher entre esses objetos ou aqueles, surgem rapidamente a dúvida e a busca pela resposta sobre quando usar desses ou destes quando usar com clareza.
Entendendo a diferença entre "esses" e "estes"
A confusão entre esses e destes é muito comum, mas a regra é simples e baseada na distância física ou na proximidade com o falante. Em resumo, esses se refere a algo que está mais longe do quem fala, enquanto destes se refere a algo que está mais próximo. Portanto, quando você está falando sobre um caderno que está na mesa do colega, que não está exatamente na sua mão, você diz "esses cadernos". Já se o mesmo caderno estiver na sua mão ou bem à sua frente, a escolha correta é "destes cadernos".
Pense nisso como um campo de visão: destes abrange o que está aqui, perto, enquanto esses abrange o que está lá, mais distante. Essa regra se aplica não apenas a objetos, mas também a pessoas, ideias e situações que podem ser consideradas próximas ou distantes no contexto da conversa. A localização espacial é a base, mas a lógica também se estende à abstratação, onde o próximo pode ser um conceito mais imediato e o distante, algo mais remoto ou difícil de acessar.
Quando usar "esses" corretamente
Você deve usar esses sempre que o objeto, pessoa ou situação mencionada esteja fora do seu alcance imediato ou da sua presença física no momento da fala. Imagine que está conversando com um amigo e ele perguntou sobre as canetas que estão na sala de aula, enquanto você está do outro lado do corredor. Nesse caso, a resposta correta seria: "As canetas estão lá, nessas canetas ali, do lado da janela". O termo "nessas" é a forma feminina plural de "esses", reforçando a regra da concordância.
- Exemplo 1: "Não consigo alcançar essas latas no topo da prateleira, elas estão muito longe de mim."
- Exemplo 2: "Ela explicou o problema com clareza, mas não gostei dessas atitudes durante a reunião."
- Exemplo 3: "Prefiro ouvir aquelas músicas antigas, não gosto muito dessas que tocam agora."
Nesses exemplos, a distância é real: as latas estão em outro lugar, as atudes são de um grupo mencionado anteriormente como distante na conversa e as músicas são de um contexto passado ou de outra playlist, não da que está sendo ouvida agora. A premissa é a mesma: estão mais afastados, não são a primeira coisa que se vê ao redor.
Quando usar "destes" e "desta" de forma precisa
O uso de destes e desta se restringe ao que está literalmente em mãos, próximo ao corpo ou imediatamente acessível. Trata-se da intimidade do objeto, daquilo que você pode tocar sem alongar o braço. Um exemplo claro é ao segurar um livro e comentar sobre ele para alguém que está olhando. Você diz: "Esta leitura é excelente, destes livros que me indicaram". Aqui, "destes" está correto porque o livro está em sua mão ou bem próximo a você.
Outra situação comum é ao demonstrar algo que está sobre a sua própria mesa ou em sua própria bolsa. Se alguém pergunta o que você tem na mão, você responde: "Esta caneta aqui é minha, destas que comprei no mercado". O termo "desta" no segundo exemplo concorda em gênero e número com "caneta" e reforça a proximidade extrema. São itens que fazem parte do seu espaço imediato, da sua posse física ou da sua ação direta no momento.
A importância da concordância e flexão
A língua portuguesa exige que esses e destes sejam flexionados de acordo com o gênero e o número do substantivo que acompanham. Isso significa que temos quatro formas principais para cada um: esse, essa, esses, essas para o masculino singular, feminino singular, masculino plural e feminino plural de "esses". Já no caso de "destes", as formas são este, esta, estes, estas para "destes". A regra de ouro é sempre concordar com o nome que vem depois, garantindo que a frase soe natural e esteja gramaticalmente correta.
- Exemplo de flexão com "esses": "Essas flores (feminino plural) são lindas, mas prefiro essas outras (feminino plural) do jardim."
- Exemplo de flexão com "destes": "Este café (masculino singular) está perfeito, melhor que estes (masculino plural) da fila de espera."
Ignorar a concordância é um dos erros mais frequentes, então prestar atenção nisso evita confusão e deixa a fala ou a escrita muito mais profissional. O som da frase também muda, ficando mais agradável aos ouvidos acostumados com a norma culta.
Dicas práticas para não errar mais
Para consolidar o uso e evitar trocar esses por destes ou vice-versa, existem algumas estratégias simples que valem a pena colocar em prática. A primeira é sempre fazer uma pausa e perguntar a si mesmo: "O objeto está literalmente na minha mão ou muito perto de mim?" Se a resposta for sim, use destes. Se a resposta for não, use esses. Um truque mental é substituir provisoriamente por "aqueles" ou "aquelas" para verificar se a lógica da distância está sendo respeitada, pois "aqueles" é o equivalente mais distante de "esses".
Outra dica é observar o contexto da conversa. Em situações informais, as pessoas podem relaxar a regra, mas em escritos profissionais, apresentações e provas, a precisão é obrigatória. Pratique identificando em seu dia a dia: olhe ao redor e classifique os itens como próximos ou distantes. Com o tempo, o cérebro cria um padrão e a resposta vem automaticamente, sem a necessidade de recorrer a regras ou gramáticas, tornando a comunicação mais fluida e segura.
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Conclusão
Dominar a distinção entre esses e destes é um passo importante para melhorar a clareza e a elegância da comunicação, seja no falar ou no escrever. Lembre-se: distância define a escolha, sendo "esses" para o longe e "destes" para o perto, sempre com a concordância em dia para harmonizar com o substantivo. Com atenção e prática, essa pequena regra gramatical se torna um hábito natural, eliminando dúvidas e reforçando a confiança ao se expressar.