Na tradicional prática da Umbanda, o dia dos erês na Umbanda chega como uma celebração sagrada que une a alegria infantil com a profundidade espiritual.
A importância dos erês dentro da filosofia umbandista
Os erês ocupam um lugar central na cosmovisão umbandista, sendo considerados filhos do elemento terra e manifestações do espírito em estágio de aprendizado e evolução.
Eles personificam a criança interior que vive em todos os seres, lembrando-nos da importância da pureza, da curiosidade e da capacidade de nos alegrar mesmo diante das dificuldades.
Dentro da hierarquia espiritual, os erês são orientados pelas forças de menor grau dentro da Federação Espiritual, sendo guiados por espíritos mais evoluídos que lhes ensinam lições de humildade, trabalho e caridade.
O surgimento e a missão especial dos espíritos infantis
De acordo com a doutrina espírita e umbandista, os erês são espíritos em processo de evolução que, por suas características de inocência e bondade, ainda precisam aperfeiçoar seus atos e sentimentos.
Sua missão é dupla: em primeiro lugar, trabalham em missões de caridade, especialmente auxiliando crianças e seres em situação de vulnerabilidade, e, em segundo, aprendem lições valiosas sobre superação, obediência e amor incondicional.
Essa fase de aprendizado os prepara para rumos futuros, podendo, com o tempo e o esforço, evoluírem para outras faixas dentro do plano espiritual, sempre com o brilho de sua essência infantil preservada.
Como a data é comemorada nas casas de umbanda
O dia dos erês na Umbanda costuma ser celebrado em reuniões públicas ou internas, onde os membros se reúnem para reforçar a conexão com esses espíritos amigos.
As sessões podem incluir preces específicas, passes de flor e velas coloridas, simbolizando a luz e a alegria que os erês trazem ao nosso redor.
É comum que os médiuns sintam uma energia leve e contagiante, característica da presença desses espíritos, que trazem renovação e esperança para todos os participantes.
Símbolos, cores e oferendas que atraem os erês
Para atrair e agradar os erês, a prática umbandista utiliza elementos simbólicos que refletem sua natureza pura e lúdica.
- Flores: oferece-se sempre em abundância, especialmente as de cores vibrantes, como margaridas, girassóis e rosas, que representam a beleza da vida.
- Doces: são as principais oferendas, já que a doçura atrai diretamente a frequência desses espíritos, podendo ser balas, brigadeiros ou frutas em mel.
- Cores: o branco, representando a pureza, o azul, ligado à paz, e o rosa, símbolo de ternura, são predominantes nos altares e rituais dedicados a eles.
Mensagens de orientação e lições que os erês nos trazem
A presença dos erês na vida espiritual é um convite à leveza, nos lembrando de soltar o peso desnecessário e encontrar alegria nos pequenos momentos do cotidiano.
Eles nos ensinam a importância da bondade, da paciência e da capacidade de perdoar, mesmo quando as situações parecem difíceis.
Através deles, aprendemos que a felicidade verdadeira nasce de atitudes simples, como sorrir, ajudar o próximo e valorizar a natureza, refletindo sua conexão profunda com a terra.
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Cuidados e respeito em nossa interação com eles
Apesar de sua natureza bondosa, é fundamental tratar os erês com o devido respeito e compreensão, já que são espíritos em evolução que precisam de orientação.
É importante evitar tratar questões muito densas ou pesadas em momentos de brincadeira, pois eles são sensíveis e absorvem energias de forma intensa.
O respeito mútuo garante uma conexão harmoniosa, onde a troca de energias se torna uma bênção tanto para os espíritos quanto para os praticantes.
O dia dos erês na Umbanda nos convida a renovar nossa conexão com a pureza e a alegria inerente à vida, celebrando essa presença amiga que nos lembra a importância de sermos leves, bondosos e capazes de sorrir mesmo nos momentos difíceis.