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Na hora de escrever ou falar, muitas pessoas se confundem com a diferença desse e deste, mas entender como usá-los corretamente é essencial para uma comunicação clara e precisa. A dúvida surge no momento de escolher o demonstrativo adequado, especialmente para falantes nativos que, por costume, acabam pronunciando de forma parecida. A resposta está na relação com o espaço físico ou mental entre o falante e o objeto, bem como no contexto da frase. Ao dominar a distinção entre o que é próximo e o que é mais distante, você elimina ambiguidades e transmite sua mensagem com confiança.
O que significam "esse" e "deste"?
A base para entender a diferença desse e deste está na definição de cada um. O termo esse (e suas formas essa e aqueles) é usado para indicar algo que está próximo do falante, mas não aqui, ao lado do narrador. Já o demonstrativo deste (e desta, destes, destas) aponta para o objeto que está próximo do falante, sendo a forma contraída de de + este. Portanto, a principal diferença desse e deste reside na localização: um perto de quem escuta, mas não exatamente no ponto de fala, e outro no próprio espaço imediato do falante.
Para fixar, observe que deste surge sempre acompanhado do artigo definido masculino singular o, formando uma única ideia: deste livro, significa deste livro (aqui). Por outro lado, esse também requer o artigo, resultando em esse livro, que indica algo que está próximo, como na mesa ou a poucos passos, mas que não está exatamente na mão de quem fala. A regra é simples: se a coisa está aqui, ao meu redor, uso deste; se está ali, perto de você, mas não aqui, emprego esse.
Regras de uso no português falado e escrito
A diferença desse e deste também é crucial para o fluxo natural da linguagem, tanto no português falado quanto no escrito. No dia a dia, é comum ouvir gente dizendo esse aqui para se referir a algo próximo, mas isso é uma redundância. A forma correta, seja em contexto informal ou formal, é simplesmente deste para o objeto que está comigo. Já esse sozinho já transmite a ideia de próximo de você, sem precisar acrescentar aqui.
Na norma culta, evitar repetições e expressões verbais é um sinal de educação linguística. Portanto, ao invés de falar "quero aquele aqui", o mais apropriado é "quero aquele" se estiver próximo a você, ou "quero este" se estiver na minha mão. No entanto, quando a distância é relativa e o contexto já está claro, pode-se usar esse sem problemas. A diferença desse e deste deixa de ser um obstáculo e vira uma ferramenta poderosa para deixar o discurso mais elegante e direto.
Exemplos práticos para fixar a regra
Ver a regra aplicada na prática ajuda a memorizar a diferença desse e deste. Imagine que você está em uma sala e quer pegar um caderno. Se o caderno estiver sobre a mesa à sua frente, você diz: Me passa deste caderno. Se estiver sobre a estante, a alguns metros de você, mas ainda perto, diz: Me passa esse caderno. E se estiver lá no fim da sala, próximo a outra pessoa, você usa: Me passa aqueles cadernos. Cada escolha demonstra a relação de espaço entre o objeto e o falante.
Outro exemplo claro está nas frases de comparação: Prefiro esse modelo deste ano. Aqui, esse se refere a algo que está distante em relação ao falar, possivelmente um modelo que outro vendedor está apresentando, enquanto deste aponta para o modelo que está sendo usado agora, demonstrabmente aqui. Esses detalhes mostram como a diferença desse e deste vai além da gramática, influenciando diretamente no significado que você quer passar.
A importância da concordância com os demonstrativos
A diferença desse e deste não se apenas aos próprios demonstrativos, mas também aos artigos e adjetivos que os acompanham. Isso é chamado de concordância, e é a chave para a frase soar correta. Veja: deste casa com substantivos masculinos singulares (o carro deste homem) e com femininos singulares (a casa desta mulher). Já esse combina com o masculino singular (o carro esse) e com o feminino singular (a casa essa). Portanto, ao formar a frase, você deve respeitar o gênero e número do nome que vem depois.
Além disso, lembre-se de que deste e desse são formas contraídas, então não as confunda com palavras inteiras. Enquanto deste significa de + este, esse é uma palavra autônoma, assim como este e aqueles. Essa regra se estende às formas plurais: destes (de + estes) e esses, bem como destas (de + estas) e essas. Manter a coesão entre o demonstrativo e o substantivo demonstra domínio da língua e evita erros em situações mais complexas.
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Dicas para não errar mais
Para não trocar essa e aquela na hora de falar ou escrever, siga algumas estratégias simples. Primeiro, observe o espaço: se a coisa está próxima de você, use deste; se está mais longe, mas ainda ao alcance visual, use esse. Um truque é pensar no som: deste tem um "d" no início, como de + este, lembrando que vem de cá. Por outro lado, esse tem um "s" no início, que remete à ideia de sujeito ou de algo que está sendo citado por terceiros.
Com a prática, a diferença desse e deste se torna intuitiva. Leia frases em voz alta, prestando atenção nos exemplos que ouve. Escreva pequenos textos aplicando as regras e revise-os para corrigir eventuais erros. O importante é não desistir, pois a clareza na hora de se expressar é a maior recompensa. Dominar esses detalhes dá segurança e profissionalismo em qualquer situação, seja num e-mail, numa apresentação ou numa conversa casual.
Em resumo, a diferença desse e deste é uma questão de espaço e contexto, e não de regras complicadas. Com um pouco de atenção e prática constante, você internaliza quando usar deste para algo que está aqui, colado no momento da fala, e esse para algo que está ali, próximo de quem você está conversando. A clareza chega quando você domina a ligação entre o falante, o ouvinte e o objeto, transformando a língua portuguesa em uma ferramenta ainda mais precisa e poderosa.