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Exemplos de concordância verbal e nominal são fundamentais para quem quer falar e escrever português de forma clara, precisa e natural, pois mostram como os verbos e os adjetivos se ajustam ao sujeito e ao núcleo do nome em pessoa, número e gênero.
O que é concordância verbal e por que ela importa
A concordância verbal é a regra que obriga o verbo a "combinar" com o sujeito da oração em pessoa e número. Sem essa combinação, as frases ficariam confusas ou gramaticalmente incorretas, dificultando a compreensão da mensagem que se deseja transmitir.
Para entender melhor, observe os exemplos de concordância verbal a seguir: "Eu canto todas as manhãs", "Tu cantas todas as manhãs", "Ele canta todas as manhãs", "Nós cantamos todas as manhãs", "Vós cantais todas as manhãs" e "Eles cantam todas as manhãs". Perceba como a terminação do verbo muda de acordo com o pronome pessoal que o acompanha, garantindo a coesão entre sujeito e verbo.
Além disso, a concordância verbal se torna mais evidente em tempos compostos e em orações subordinadas substantivas. Por exemplo, "Maria tem estudado muito" ou "É importante que estudemos regularmente". Nesses casos, o verbo principal e o verbo auxiliar ou o verbo da oração subordinada devem seguir as regras de concordância para manter a clareza e a correção da estrutura.
Concordância nominal: regras e aplicações práticas
A concordância nominal, por sua vez, trata do ajuste entre o adjetivo e o substantivo que modifica, assim como entre artigos, pronomes e numerais com o substantivo em questão. O objetivo é reforçar a coerência gramatical e deixar a frase mais precisa.
Veja exemplos de concordância nominal em frase: "A casa é bonita", "Os carros são rápidos", "Esta caneta é vermelha" e "Aquelas flores são cheirosas". Note como o adjetivo acompanha o gênero e o número do substantivo, seja ele singular ou plural, masculino ou feminino.
- Quando o substantivo é masculino e singular, o adjetivo geralmente termina em -o, como em "o menino feliz" e o livro interessante.
- Quando o substantivo é feminino e singular, o adjetivo costuma terminar em -a, como em "a menina feliz" e a casa bonita.
- No plural, ambos os gêneros mantêm a base, mas podem acrescentar -s ou -os, conforme os exemplos: "os meninos felizes", "as meninas felizes", "os livros interessantes" e "as casas bonitas".
Concordância com nomes compostos e regras especiais
Em algumas situações, a concordância nominal precisa considerar nomes compostos ou estruturas especiais. Por exemplo, quando dois substantivos ligados por "e" formam um único núcleo, o adjetivo ou verbo geralmente concorda no plural, como em "O João e Maria estão felizes", onde "estão" se refere a duas pessoas.
Outro caso comum é o uso de quantificadores como "todo", "cada", "nenhum" e "algum". Eles devem sempre concordar com o substantivo que acompanham. Nos exemplos de concordância verbal e nominal, percebe-se que " Todo o time chegou cedo", " Cada um leva sua mochila", " Nenhum dos alunos falou" e " Algum dos carros quebrou" demonstram como a regra se aplica de forma flexível.
Quando o núcleo é composto por "mais um", "menos um" ou "vários", a concordância costuma ser no plural. Por exemplo, "Ele é atleta e músico dedicado", "Faltam três itens e um manual completos" e "Foram encontradas várias peças e joias novas". Esses casos mostram como o verbo e o adjetivo devem se adaptar ao conjunto como um todo.
Erros comuns e como evitá-los
Um dos erros mais frequentes está na concordância verbal em orações com sujeito composto conectado por "ou" ou "nem". Nesses casos, o verbo deve concordar com o núcleo mais próximo. Por exemplo, "Ninguém ou alguns alunos estão presentes", pois "alunos" vem depois e é plural, enquanto "Ninguém ou nada está aqui", pois "nada" é singular.
Outro erro comum acontece com substantivos terminados em "s" que são singulares, como "física", "máquina" e "música". Esses nomes requerem adjetivos e verbos no singular, mesmo mantendo a terminação "s". Portanto, escreve-se "A música é bonita", e não "as músicas são bonito". Reconhecer a verdadeira quantidade e gênero desses nomes é essencial para aplicar corretamente os exemplos de concordância verbal e nominal.
Além disso, é preciso atenção com os artigos definidos em construções com "todo". A frase " Todo o fenômeno fora anotado" está correta, pois "todo" concorda com "o fenômeno" em número e gênero. Já " Todos os fenômenos foram anotados" também está correto, mas nesse caso o artigo e o adjetivo vão no plural para combinar com "fenômenos".
Exercícios e dicas para fixar os exemplos de concordância verbal e nominal
Praticar com exemplos de concordância verbal e nominal é a melhor maneira de internalizar as regras. Uma atividade simples é transformar frases semelhantes, alterando sujeitos e ajustando verbos e adjetivos. Por exemplo, partindo de "O gato dorme no sofá", pode-se criar "Os gatos dormem no sofá", "A gata dorme no sofá" e "As gatas dormem no sofá".
Outra dica valiosa é ler textos diversos e identificar os trechos em que verbos e adjetivos se ajustam ao sujeito ou ao núcleo nominal. Anotar esses trechos e recriá-los com outros vocabulários ajuda a fixar a estrutura de forma natural. Com o tempo, a sensibilidade para aplicar exemplos de concordância verbal e nominal torna-se intuitiva, melhorando a fluência e a precisão em todas as comunicações escritas e orais.
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Conclusão
Dominar exemplos de concordância verbal e nominal é um passo decisivo para construir frases corretas, fluidas e bem estruturadas. Ao praticar as regras com atenção aos detalhes, como a concordância entre verbos e sujeitos e entre adjetivos e núcleos nominais, o escritor elimina dúvidas e transmite suas ideias com clareza e confiança, tornando a língua um recurso ainda mais eficaz.