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Quais são os verbos impessoais é uma questão gramatical que aparece constantemente para quem estuda a língua portuguesa de forma mais técnica e busca entender como a frase pode funcionar sem um sujeito explícito. Esses verbos operam de maneira única, pois não precisam de ninguém para realizar a ação ou expressar o estado descrito, ao contrário dos verbos transitivos ou intransitivos comuns que exigem um sujeito para completar o sentido. No português, identificar e usar corretamente os verbos impessoais permite construir orações mais fluidas, objetivas e elegantes, especialmente em textos formais, jornalísticos e acadêmicos, onde a clareza e a concisão são prioridade.
Definição e funcionamento dos verbos impessoais
Para compreender o que são os verbos impessoais, é preciso primeiro estabelecer que se tratam de verbos que, em sua forma pessoal, não se referem a um sujeito concreto ou real. Eles não indicam quem pratica a ação, ao contrário de frases como "eu corro" ou "ela canta". Em vez disso, a ação é apresentada de forma genérica, como se observasse um fenômeno natural ou uma situação abstrata. Por exemplo, em "chove lá fora", não há ninguém atribuindo a ação de molhar a tudo, mas a situação é comunicada de forma completa e compreensível, justamente porque o verbo "chover" está em sua forma impessoal na terceira pessoa do singular.
Na estrutura gramatical, o verbo impessoal ganha vida quando prescinde do sujeito e, muitas vezes, também prescinde de qualquer ligação com um pronome específico. Isso significa que a própria forma verbal carrega a ideia de indeterminação. A importância de estudar quais são os verbos impessoais reside justamente nessa capacidade de transmitir informações de modo sintético, sem perder clareza. Isso é muito comum em descrições de tempo, condições climáticas, emoções coletivas e em situações que envolvem necessidade, dúvida ou possibilidade vista de forma geral.
Principais tipos de verbos impessoais
Dentre os diversos casos que a gramática classifica como verbos impessoais, há alguns grupos que se destacam pelo uso frequente e pela estrutura particular. Entender a divisão entre eles é um passo essencial para quem quer dominar a língua com fluência e evitar erros de concordância. Esses grupos podem ser identificados pela função que exercem na oração e pelo contexto em que surgem, desde expressões climáticas até formulações mais abstratas de dúvida ou necessidade.
- Verbos de tempo e clima: São os mais óbvios e cotidianos, como "chover", "nevar", "granizar", "fazer sol" e "ventar". Esses verbos perfeitamente exemplificam o impessoal, pois nunca falam sobre quem está sofrendo ou causando o fenômeno, apenas o relatam.
- Verbos de manifestação de vontade ou necessidade: Aqui entram expressões como "precisar", "fazer" (em sentido de valer a pena, como "fala que é melhor"), "importar-se" e "convir". Nesses casos, a ação ou a necessidade surge de forma genérica, muitas vezes substituindo o "sempre se deve" ou "é necessário" por uma forma verbal mais direta.
Outros exemplos relevantes
Além dos dois grupos principais, é comum encontrar verbos que funcionam como impessoais em contextos de dúvida, possibilidade ou emarcações sociais. Por exemplo, "saudar" em "saudam-se os clientes" ou "cumprir-se" em "cumprem-se as leis" são formas que retiram o foco do agente e colocam na ação ou no estado. Esses verbos, quando usados no modo indicativo ou subjuntivo em orações impersonais, perdem a noção de dono da ação, ganhando um caráter quase substantivo dentro da frase.
Como identificar um verbo impessoais na prática
Na hora de escrever ou analisar uma frase, a dúvida comum é: como saber se aquele verbo é impessoal ou não? A resposta mais prática está em tentar responder à pergunta "quem ou o quê está fazendo isso?". Se a resposta for nula, vaga ou genéfica, é bem provável que você esteja lidando com um verbo impessoal. Por exemplo, em "é preciso estudar", não se pode apontar um sujeito claro que estuda; a ideia é de que a ação seja necessária em geral, não atribuída a ninguém em particular.
Outro método eficaz é observar a estrutura da oração. Muitas vezes, os verbos impessoais aparecem acompanhados de expressões como "é preciso", "é importante", "é melhor" ou "fica a dúvida". Nessas situações, o verbo de ligação "ser" assume um papel de apoio, enquanto o verbo principal desempenha a ação de forma genérica. Isso cria uma construção onde a ênfase está no fato ou na necessidade, e não na pessoa. Reconhecer isso ajuda a evitar erros como a concordância errada do verbo com sujeitos que não existem.
Aplicações e erros comuns de uso
Os verbos impessoais são ferramentas poderosas na comunicação, mas seu uso exige cuidado para não criar ambiguidades ou erros gramaticais. Um dos equívocos mais frequentes é a concordância verbal em orações que parecem ser pessoais, mas não são. Por exemplo, em "as crianças precisam de atenção", o verbo "precisar" pode parecer impessoal, mas aqui "as crianças" é o sujeito, então o verbo está correto no plural. Já em "é necessário estudar para o exame", o sujeito é subentendido como algo genérico, e por isso o verbo "estudar" vem na forma infinitiva, alinhado com a impessoalidade da oração.
- Em contextos formais: são ideais para objetividade, como em "entra-se em contato com o setor de atendimento".
- Em descrições técnicas: ajudam a focar no processo, como "mede-se a temperatura" ou "registra-se o ocorrido".
- Em situações cotidianas: aparecem naturalmente ao falar do tempo ("está nevendo") ou de emoções coletivas ("sente-se saudade").
Outro erro comum é confundir verbo impessoal com verbo no infinitivo ou no gerúndio usados de forma geral. Por exemplo, "fumar é prejudicial" usa o infinitivo como sujeito, mas o verbo "ser" é o que liga a informação. Já o verbo "fumar" ali não é impessoal no sentido estrito, pois está submetido ao verbo de ligação. Portanto, a chave está em identificar quando o próprio verbo principal, em sua forma pessoal, substitui a necessidade de um sujeito, tornando-se impessoal por função e não apenas por ocasião.
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Dominar o uso dos verbos impessoais torna a escrita mais elegante e a fala mais precisa, especialmente em situações que demandam neutralidade ou generalização. Uma dica valiosa é começar a prestar atenção em frases do dia a dia e identificar quaisquer verbos que parecem “sobrarem” sem um sujeito claro. Pratique transformar orações pessoais em impersonais, como substituir "você deve estudar" por "é preciso estudar", sentindo como a comunicação ganha objetividade.
Estudar textos jornalísticos, manuais técnicos e artigos acadêmicos é outro excelente exercício, pois nesses registros os verbos impessoais aparecem com frequência. Anote expressões como "diz-se que", "acredita-se" e "tem-se observado", que são formas de manter a formalidade sem recorrer a sujeitos específicos. Com o tempo, o cérebro internaliza os padrões e a hora de escrever ou falar, a escolha da forma impessoal virá naturalmente, reforçando clareza, fluência e confiança na língua portuguesa.
Em resumo, os verbos impessoais são recursos gramaticais essenciais que, bem utilizados, ampliam a表达能力 e a elegância da comunicação. Saber reconhecê-los, compreender sua estrutura e aplicá-los com precisão faz toda a diferença, seja em um artigo acadêmico, em um relatório profissional ou em uma conversa do dia a dia. Portanto, a próxima vez que surgir a pergunta "quais são os verbos impessoais", lembre-se de que a resposta está não apenas na definição, mas na prática constante de ouvir, estudar e aplicar com atenção.