Sumário do Conteúdo
- Por que as questões de concordância verbal são tão importantes
- Identificando o sujeito para evitar erros de concordância
- Regras básicas de concordância verbal comuns
- Situações especiais que geram dúvidas nas questões de concordância verbal
- Concordância verbal em orações subordinadas substantivas
- Dicas práticas para melhorar suas questões de concordância verbal
- Conclusão
Dominar as questões de concordância verbal é essencial para construir frases corretas e fluidas na língua portuguesa, pois garante que sujeito e verbo estejam sempre alinhados em número e pessoa.
Por que as questões de concordância verbal são tão importantes
As questões de concordância verbal aparecem em todos os contextos, desde conversas informais até textos acadêmicos, e um único desacordo entre sujeito e verbo pode causar confusão ou até zombaria.
Quando falamos de concordância verbal, falamos sobre a regra de que o verbo deve "concordar" com o sujeito em pessoa (primeira, segunda ou terceira) e número (singular ou plural), respeitando a estrutura gramatical da frase.
Portanto, entender como identificar o sujeito e aplicar as regras de concordância ajuda a evitar erros comuns e a expressar ideias de forma clara e profissional.
Identificando o sujeito para evitar erros de concordância
O primeiro passo para acertar as questões de concordância verbal é localizar o sujeito da oração, que pode ser simples ou composto, oculto ou explícito.
O sujeito simples consiste apenas em um núcleo, enquanto o sujeito composto é formado por mais de um núcleo ligados por conjunções, e é fundamental reconhecer a diferença para aplicar a regra do plural corretamente.
Veja algumas situações frequentes:
- Sujeito simples: "O livro está sobre a mesa." (núcleo: livro)
- Sujeito composto: "O livro e a caneta estão sobre a mesa." (núcleos: livro, caneta)
- Sujeito oculto: "Canta comigo." (núcleo: você, implícito)
Quando o sujeito é composto por núcleos no plural, o verbo também deve estar no plural, mesmo que palavras como "cada" ou "todo" apareçam antes, desde que não formem um único bloco singular.
Regras básicas de concordância verbal comuns
Na maioria das orações, o verbo apresenta flexão apenas na terceira pessoa do singular no presente do indicativo, acrescentando -s ou -e, o que exige atenção redobrada nas questões de concordância verbal.
Exemplos:
- Eu canto, você canta, ele/ela/canto/canta, nós cantamos, vocês cantam, eles/elas cantam.
- No passado, ocorreria a mesma regra: eu cantei, você cantou, ele/ela/cantou, nós cantamos, vocês cantaram, eles/elas cantaram.
Outro ponto importante é que o verbo virá sempre depois do sujeito em frases afirmativas, o que facilita a verificação visual da concordância.
Situações especiais que geram dúvidas nas questões de concordância verbal
Existem construções que costumam dificultar as questões de concordância verbal, como quando usamos pronomes pessoais em função de complemento ou quando há elementos interpolados entre sujeito e verbo.
É comum ouvirmos frases como "Ele, junto com os amigos, vai ao cinema", onde o núcleo do sujeito é "ele" (singular) e o verbo deve ser "vai", não "vão", apesar da presença de "amigos" após a vírgula.
Outro caso recorrente são os quantificadores que, por aparecerem no início, tentam enganar a concordância, como "vários", "vários", "nenhuma" e "algum", que exigem análise cuidadosa para identificar se o sujeito é singular ou plural.
Concordância verbal em orações subordinadas substantivas
Em orações subordinadas substantivas, a regra muda um pouco, pois o verbo geralmente concorda com o sujeito da oração principal, e não com o sujeito interno à subordinação.
Exemplo: "O fato de ele falar inglês fluente impressionou os professores." Aqui, "o fato" é o sujeito singular da oração principal, então o verbo "impressionou" está correto, mesmo havendo "ele" e "falar" logo antes.
Em alguns contextos, especialmente com verbos de preferência ou emoção, pode aparecer o infinitivo ou o subjuntivo após essas orações, mas a concordância continua sendo regida pelo sujeito principal.
Dicas práticas para melhorar suas questões de concordância verbal
Uma estratégia eficaz é sempre transformar a frase em forma interrogativa ou negativa para escutar a diferença do verbo no falar ou verificar a escrita com mais atenção.
Também é útil reler o trecho focando apenas no sujeito e no verbo, ignorando adjetivos, artigos e outras palavras que não sejam essenciais para a ligação.
Com exercícios constantes, você internaliza os padrões e reduz os erros nas questões de concordância verbal, ganhando fluência e confiabilidade na hora de escrever ou falar.
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Conclusão
Estudar e praticar as questões de concordância verbal é um caminho seguro para dominar a estrutura da frase e evitar equívocos que comprometem a clareza da comunicação.