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Dominar a concordância verbal e nominal é essencial para construir frases corretas, fluidas e naturais na língua portuguesa, desde os primeiros estudos até o uso profissional avançado.
O que é concordância verbal e por que ela importa
A concordância verbal trata da relação entre o verbo e o sujeito em uma oração, garantindo que ambos estejam na mesma pessoa, número e tempo verbal. Quando essa regra é seguida, o som da frase fica equilibrado e a mensagem chega com clareza, evitando mal-entendidos e demonstrações de falta de domínio da língua. Um erro comum, por exemplo, é ouvir frases como “eles vai ao mercado”, onde o verbo não bate com o sujeito em número, criando um desequilíbrio auditivo imediato.
Além disso, a concordância verbal abrange não apenas a pessoa e o número, mas também o tempo verbal, que pode ser classificado em pretérito, presente ou futuro, cada um carregando uma referência temporal específica. Manter a coerência entre o sujeito e o verbo ajuda a delimitar quando as ações acontecem, tornando a narrativa ou o argumento mais precisos. Em contextos formais, como redações acadêmicas ou profissionais, a rigorosidade na concordância verbal é um diferencial que transmite seriedade e competência linguística.
Por fim, é preciso atenção aos casos de sujeitos compostos, orações subordinadas e verbos transitivos ou intransitivos, pois todos eles exigem análise cuidadosa para definir a forma verbal correta. Revisar a concordância verbal na revisão final de qualquer texto evita deslizes constrangedores e reforça a credibilidade do autor perante o leitor.
Entendendo a concordância nominal no português
A concordância nominal refere-se ao ajuste entre substantivos, adjetivos, artigos e pronomes em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural). Ela garante que os elementos de uma frase se comuniquem de forma homogênea, criando uma estrutura coesa e organizada. Por exemplo, ao dizermos “as casas bonitas”, é necessário que o artigo “as”, o substantivo “casas” e o adjetivo “bonitas” estejam todos no plural e no gênero feminino, respeitando a concordância nominal.
Essa regra se estende a diversos núcleos da oração, incluindo regidos por preposições que exigem determinação de gênero e número, como em “um grupo de alunos está na sala”, onde “grupo” é singular e exige verbo na terceira pessoa do singular, mesmo havendo “alunos” no complemento. A clareza na concordância nominal evita ambiguidades e ajuda o leitor a identificar rapidamente quem ou o que está sendo referido.
Além disso, frases com elementos subordinados, como “das crianças que estudam”, exigem atenção redobrada para manter a concordância nominal em todos os seus componentes. Revisar se o adjetivo, o artigo e o núcleo estão alinhados em gênero e número é um hábito que simplifica a compreensão e melhora a fluência de escrita e fala.
Regras básicas para combinar sujeito e verbo
A regra mais fundamental da concordância verbal é identificar corretamente o sujeito da oração, pois a forma do verbo depende dele. Quando o sujeito é singular, o verbo também deve ser singular; quando é plural, o verbo deve acompanhar essa pluralidade. Frases como “o carro e a moto estão na garagem” demonstram essa regra, pois o sujeito composto, formado por dois nomes ligados por “e”, exige verbo no plural.
Outro ponto importante é observar os sujeitos ocultos ou implícitos, como em imperativos ou orações com sujeito elidido, que podem gerar dúvidas sobre a forma verbal adequada. Por exemplo, em “(vocês) fechem a porta”, o verbo “fechem” está na terceira pessoa do plural para combinar com o sujeito implícito. Dominar essas situações evita erros de concordância verbal em contextos cotidianos e profissionais.
Além disso, é preciso ter cuidado com regentes, como “todos”, “alguns”, “nenhum” ou “cada”, que podem ser ambíguos e exigir análise contextual para escolher a forma verbal correta. Exercitar a identificação do sujeito e a subsequente conjugação do verbo é a base para uma concordância verbal impecável.
Exemplos práticos de concordância verbal e nominal
Vamos a alguns exemplos práticos para fixar a concordância verbal e nominal. Na frase “as músicas animadas enchem a sala de alegria”, temos sujeito plural (“músicas”), verbo no plural (“enchem”), artigo definido no plural (“as”) e adjetivo no plural (“animadas”), ou seja, todos os elementos estão em concordância. Já na oração “o livro interessante chama a atenção”, o sujeito é singular (“livro”), o verbo segue na terceira pessoa do singular (“chama”) e o adjetivo também está no singular (“interessante”), respeitando a concordância nominal.
Em situações mais complexas, como “nenhum dos alunos compareceu à aula”, o núcleo regido por “nenhum” é “alunos”, mas o verbo deve concordar com “nenhum”, ou seja, na forma singular, resultando em “compareceu”. Esses detalhes mostram como a concordância verbal e nominal opera em diferentes estruturas, exigindo atenção constante.
Outro exemplo útil é a frase “as crianças pequenas brincam no parque”, onde “crianças” impõe o plural a todos os elementos: artigo “as”, adjetivo “pequenas” e verbo “brincam”. Manter a coerência entre eles reforça a clareza e a elegância da construção, seja na fala ou na escrita.
Dicas para melhorar a concordância verbal e nominal
Para aprimorar a concordância verbal e nominal, comece identificando o sujeito em cada oração e classifique-o como singular ou plural. Em seguida, escolha a forma verbal que corresponda a essa característica, lembrando de verificar também o tempo adequado ao contexto. A prática constante com exercícios de gramática ajuda a fixar esses padrões de forma intuitiva.
Outra dica valiosa é ler textos bem elaborados e prestar atenção nas orações onde sujeito, verbo e adjetivos aparecem alinhados. Anotar frases exemplos e reescrevê-las com seus próprios termos consolida a compreensão ativa. Além disso, gravar pequenos trechos e revisá-los em voz alta permite perceber irregularidades auditivas, já que a língua portuguesa costuma sinalizar erros de concordância pelo som.
Por fim, utilize ferramentas de revisão, como gramáticas digitais e corretores ortográficos, mas combine-os com o senso crítico, pois eles podem não captar todos os nuances. Estabelecer uma rotina de edição e revisão focada em concordância verbal e nominal transforma essa habilidade em um hábito natural, essencial para comunicação eficaz.
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Conclusão
Investir no domínio da concordância verbal e nominal é garantir clareza, precisão e fluência em qualquer situação de uso da língua portuguesa. Com prática atenta, estudo das regras e revisão constante, fica mais fácil formular frases corretas e expressar ideias sem ambiguidades.