Sumário do Conteúdo
Conhecer os tipos de rochas ígneas é essencial para entender a história dinâmica da Terra, pois elas registram o resfriamento e a solidificação do magma ou lava em diferentes ambientes geológicos.
Classificação principal: intrusive ou plutônica e extrusive ou vulcânica
Os tipos de rochas ígneas podem ser organizados de forma fundamental em duas grandes categorias, que determinam sua textura, mineralogia e modo de formação. A primeira delas é a classificação em ígneas intrusive, também chamadas de plutônicas, que se formam quando o magma é empurrado para dentro da crosta terrestre e resfria lentamente sob grandes pressões, permitindo o desenvolvimento de cristais visíveis a olho nu. A segunda categoria compreende as ígneas extrusive, vulcânicas ou aeriais, que surgem quando o magma chega à superfície da Terra na forma de lava e resfria rapidamente, resultando em rochas com grãos muito finos ou mesmo vítreos, frequentemente difíceis de observar sem ampliação.
Essa distinção entre intrusive e extrusive nos fornece pistas valiosas sobre o passado térmico e tectônico de uma região, pois cada ambiente de resfriamento gera características físicas distintas que os geólogos utilizam para interpretar a história geológica de um lugar. Enquanto as plutônicas revelam longos períodos de resfriamento em profundidade, as vulcânicas indicam eventos explosivos ou efusivos na superfície, podendo estar associadas a zonas de subducção, placas divergentes ou focos magmáticos quentes.
Tipos de rochas ígneas intrusive: granito, diorita e gabbro
Dentre os principais tipos de rochas ígneas intrusive, o granito se destaca como uma das mais conhecidas e amplamente distribuídas na crosta continental, sendo composto predominantemente por quartzo, feldspato alcalino e plagioclase, além de micas e ocasionalmente hornblenda. Sua textura granular equigranulada e clara aparência fazem dele uma rocha ornamental muito procurada, e sua origem em câmaras magmáticas profundas o torna um indicador importante de atividades magmáticas passadas em continentes.
Outro exemplo relevante entre os tipos de rochas ígneas intrusive é a diorita, que possui uma composição intermediária entre o granito e o gabbro, apresentando plagioclase de calcita e piroxenos, além de possuir hornblenda ou olivina em menores proporções, sendo comum em intrusões de grande porte associadas a cadeias de montanhas. O gabbro, por sua vez, é uma rocha escura e densa, formada predominantemente de plagioclase calcica e piroxenos, sendo frequentemente encontrado no interior da crosta oceânica e em grandes corpos intrusivos que evidenciam a atividade magmática em ambientes subduzidos.
Tipos de rochas ígneas extrusive: basalto, andesito e traço
Os tipos de rochas ígneas extrusive formam um grupo diverso que inclui o basalto, uma rocha escura rica em ferro e magnésio, frequentemente associada a fluxos de lava em áreas de subdução e em grandes zonas de placas oceanicamente ativas, como as bacias oceânicas e as ilhas oceânicas. Sua textura pode variar de vítrea a finamente granular, e a presença de minerais como olivina e piroxeno basalto confere a ela características distintivas em relação às outras ígneas.
Outro tipo importante é o andesito, nomeado pela Cordilheira dos Andes, que apresenta uma composição intermediária entre o basalto e o traço, sendo comum em cadeias vulcânicas continentais ativas. Já o traço, mais claro e com maior teor de sílica, é frequentemente associado a caldeiras vulcânicas e sistemas magmáticos altamente evoluídos, podendo conter grandes quantidades de quartzo e feldspato alcalino, refletindo uma diferenciação magmática mais complexa.
Variações texturais e superficiais
Além da classificação básica em intrusive e extrusive, os tipos de rochas ígneas podem ser ainda subdivididos com base em características texturais específicas que surgem devido a diferentes taxas de resfriamento e condições de pressão. Por exemplo, a pomeba, uma variedade de rocha ígnea extrusiva altamente vesicular, surge quando o gás dissolvido na lava é liberado rapidamente durante uma erupção, resultando em uma rocha leve porosa que pode ser flutuada em água em alguns casos.
Também podemos encontrar rochas como a obsidiana, que é um vidro vulcânico formado quando a lava resfria tão rapidamente que os átomos não organizam uma estrutura cristalina regular, resultando em uma massa sólida mas sem grãos visíveis. Essas variações texturais são fundamentais para a identificação rápida de tipos de rochas ígneas no campo e fornecem informações sobre as condições de emagrecimento e gás durante a erupção.
Importância na geologia e recursos naturais
Os diferentes tipos de rochas ígneas desempenham um papel crucial na geologia de superfície, pois ajudam a mapear a atividade tectônica, identificar placas continentais e oceânicas e reconstruir eventos catastróficos do passado. Além disso, muitos minerais associados a ígneas, como metais ferrosos, cobre, zinco e ouro, são extraídos em grandes quantidades, tornando a compreensão desses tipos de rochas essencial para a exploração de recursos naturais de forma sustentável.
Estudar os tipos de rochas ígneas também nos permite prever perigos vulcânicos, pois a composição e o comportamento das lavas estão intimamente ligados ao tipo de rocha formada durante uma erupção. Isso auxilia na avaliação de riscos para populações que vivem em regiões de atividade volcânica, contribuindo para políticas públicas de prevenção e mitigação de desastres.
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Conclusão
Em resumo, os tipos de rochas ígneas são uma peça-chave no quebra-cabeça da geologia, abrangendo desde as profundezas da crosta terrestre até as erupções mais explosivas na superfície. Entender a diferença entre intrusive e extrusive, bem como as características de granito, diorita, gabbro, basalto, andesito e traço, enriquece a visão sobre os processos dinâmicos que moldam o nosso planeta.